domingo, 12 de março de 2017

14 Atividades Estimulação Motora – Berçário

Objetivos:
  • Aprimorar a coordenação motora através do manuseio de bolas, bexigas, bambolês, sucatas, e etc.
  • Manipular objetos: (segurar, puxar, jogar, apertar)
  • Estimulação Corporal:  rastejar, sentar, deitar, engatinhar, rolar, arrastar)
Desenvolvimento:
  • Bambolês, colchonetes, minhocão, bolas grandes, corda, macarrão de piscina, barbante, plásticos, caixas, etc.

203.jpg


imagem-2015-04-13-14289391525683-imgdim-w-760

img_0110-1

ozflash11_p

a.jpg
sam

Veja o artigo completo no site Descomplica Ensina

CONFISSÕES DE PROFESSORA: CUIDO DE 30 CRIANÇAS DE 5 ANOS SOZINHA E FICO COMPLETAMENTE EXAUSTA


A gente não tem dúvidas de que se rolasse um ranking de importância nas profissões que existem na vida, os professores estariam no primeiro lugar. Até porque pra ser médico, jornalista, advogado ou qualquer outra coisa, você PRECISA de um professor pra ajudar. O único problema é que nem sempre eles são valorizados e o desabafo dessa professora da educação infantil que preferiu não ser identificada mostra EXATAMENTE isso. Dá uma olhada!
“Eu decidi ser professora com uns 8 anos de idade. Eu estudava de manhã e sempre que eu chegava da escola ia junto com uma tia minha dar aula. Ajudava a encapar cadernos, colar os deveres e comecei a me acostumar com a situação. Era uma coisa tão certa que a minha família me incentivava. Meu pai chegou até a me dar uma lousa numa época pra eu brincar de dar aula. 
Sou professora da educação infantil há 16 anos, desde 2001. Este ano o problema é que a Secretaria de Educação da minha cidade ia abrir quatro turmas de pré II na escola em que eu dou aula, mas só abriram três. A quantidade de alunos não diminuiu porque nós precisamos atender à demanda da região carente onde a escola fica e, por isso, cada uma dessas três turmas têm 30 crianças numa média de 5 anos de idade. E só uma professora pra cada!
Com a superlotação, todo mundo sai perdendo. Qualquer criança normal fica bem agitada quando tem companhia, acabam fazendo muita bagunça e não obedecem como deveriam. É bem difícil contar uma história, falar com calma... No fim do dia fico completamente exausta porque, como eles não são alfabetizados, muitas atividades pedem que eu dê atenção individual a cada um. Fazer isso sozinha é bem complicado. Nós já fomos reclamar do número de crianças na secretaria de educação do nosso município, mas eles fizeram descaso. Disseram que TEM QUE SER esse número de alunos por sala porque o público precisa.
Do lado das crianças, isso atrapalha no aprendizado. Pra mim o ideal era que a turma fosse de 20 alunos no máximo. Assim dá pra garantir pelo menos uma pré-alfabetização, como consegui fazer no ano passado com uma turma menor. Boa parte dos alunos saiu bem preparada pro primeiro ano e a professora que tá com eles agora tá amando isso!
O que eu sonho pra educação no futuro é, antes de tudo, a valorização do professor. A gente não tem suporte nenhum e, vira e mexe, precisamos pagar algumas coisas do nosso bolso com o salário que não é dos melhores [se você tá nessa vibe, pode usar as nossas dicas pra tentar pedir um aumento!]. Seria um estímulo ser valorizada. Enquanto isso não acontece, a gente continua trabalhando por amor mesmo.”

sábado, 11 de março de 2017

Acesse o acervo digital de Paulo Freire gratuitamente




O próximo dia 2 de maio marcará o 20º aniversário da morte de Paulo Freire. Até hoje sua obra é referência e, para facilitar o acesso dos professores ao trabalho do educador, o projeto “Memórias do Patrono da Educação Brasileira” disponibiliza gratuitamente o acesso a fotografias, vídeos, áudios e textos do pensador.
Ao todo, são 30 mil páginas de texto, mais de 500 fotos, 100 vídeos e áudio de cerca de 2 mil páginas de livros. No meio disso tudo, você pode encontrar conteúdos como o livro Pedagogia do Oprimido, biografias do autor, dissertações sobre sua obra, documentações acumuladas durante sua vida profissional e entrevistas com ele. Tudo isso foi organizado pelo Centro de Referência Paulo Freire (CRPF) como um modo de relembrar os 20 anos da morte do pensador. O projeto começou em 2016 e contou com o patrocínio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), por intermédio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
Paulo Freire nasceu em Recife em 1921 e se tornou reconhecido internacionalmente pelo seu método de alfabetização de adultos e pensamento pedagógico político. Condenava a Educação bancária, como chamava os métodos em que o professor depositava o conhecimento no aluno que tinha um papel passivo no processo. O pedagogo defendia a formação de um cidadão crítico. Foi professor no Brasil, Estados Unidos e Suíça (durante o exílio no período militar) e secretário municipal de Educação de São Paulo. Suas obras já foram traduzidas para mais de 20 idiomas.
Se além de consultar o arquivo online (clique aqui), você tiver a disponibilidade de visitar o arquivo físico, na capital de São Paulo, é possível agendar uma visita por meio do e-mail sonia@paulofreire.org.


sexta-feira, 10 de março de 2017

PLANO DE AULA PARA TRABALHAR IDENTIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Este plano de aula tem como objetivos trabalhar a identidade e a autonomia na educação infantil. As atividades também podem ser incrementadas ainda mais, basta usar sua criatividade. Espero que gostem! 
TEMA do Plano de Aula
Construindo nossa própria identidade
Livro trabalhado
“Maria Vai Com as Outras” de Sylvia Orthoff. Baixe a hitória aqui (texto). Baixe AQUI várias atividades sobre o livro para trabalhar neste planejamento.
plano de aula para educação infantil
Justificativa
Trabalhar com a história 'Maria Vai Com as Outras', o que possibilitará mostrar para as crianças que cada um tem a sua própria identidade, a sua opinião e que não podemos fazer as coisas que os outros fazem sem pensar/questionar se isso é bom para a gente ou não.
Objetivos gerais
- Despertar nos alunos o gosto pela literatura.
- Estimular a criatividade e o imaginário.
- Refletir sobre a identidade (Quem sou eu?)
1º Momento: Leitura do poema 'Identidade' de Pedro Bandeira. Imprima e distribua para a turma, clique para ampliar. Outra sugestão: 'O nome da gente', também de Pedro Bandeira.
plano de aula para educação infantil

plano de aula para trabalhar identidade
Na rodinha, conversar sobre os poemas e sobre a Identidade de cada criança.
2º Momento: Leitura do livro Maria Vai Com as Outras – Sylvia Orthoff
Baixe o seu livro aqui (imagens) ou aqui (texto). Após contar a história “Maria Vai Com as Outras”, conversar sobre as atitudes de Maria. Por que Maria acompanhava tudo o que as outras ovelhas faziam? O que aconteceu para Maria parar de acompanhar tudo o que as outras ovelhas faziam? Você acompanha tudo o que seus colegas fazem?
3º Momento: Jogo de boliche.
Construir um boliche com garrafa pet, usando um desenho de ovelha colado na garrafa. 
Regras: Formar equipes para jogar (equipe A,B,C e D). Jogar a bola para derrubar os pinos/ovelhas; Elaborar um gráfico, com as quantidades de pontos obtidos por cada criança /ou equipe. Vencerá a criança/ou equipe que obtiver mais pontos.
4º Momento: Teatro/Dramatização/Fantoches/livro de eva
Fazer a dramatização da história “Maria Vai Com as Outras” usando fantoches, dedoches, aventais de histórias ou outro recursos que preferir. 
fantoches de vara para trabalhar identidade
Fantoches de vara da Gabi Balbi
Você também pode montar um livro da história em papel, eva ou feltro que tal? Veja o livro abaixo, tem moldes para você fazer!
livro feito em eva para trabalhar identidade
Livro para contar histórias, da Luana Cassola.

5º Momento: Finalização com oficina de sucata 
Uma linda sugestão é fazer com sua turma ovelhinhas na garrafa pet e encher de guloseimas ou pipoca. Depois da festa, a ideia ainda serve como porta trecos.
porta trecos de garrafa pet
Ovelhinha na garrafa pet, da Lurdinha Moreira.
Você também pode reaproveitar outros materiais reciclados para confeccionar lembrancinhas como caixas de todynho, copos de danoninho e outros.

Veja como fazer uma ovelhinha com colagem de pipoca AQUI.
atividades para trabalhar identidade
Aprenda a fazer esta ovelhinha com pacote de pipoca aqui.
atividades para trabalhar identidade
AVALIAÇÃO: Acompanhar atentamente o envolvimento dos alunos no decorrer das atividades propostas,dos jogos, brincadeiras e apresentação teatral.
Créditos para o blog da professora Ivani.

Apostila de Alfabetização só de vogais para download: 71 páginas de atividades

OLÁ PROFESSORES,
O blog CLICK EDUCATIVO ESTÁ DISPONIBILIZANDO PARA DOWNLOAD APOSTILA COM 71 ATIVIDADES APENAS SOBRE AS VOGAIS.
ESTE MATERIAL DISPONIBILIZADO É CONTRIBUIÇÃO DA PROFESSORA QUÉLCIA MARIA, FRUTO DE SUAS PESQUISAS E RECORTES DA INTERNET.
PARA REALIZAR O DOWNLOAD, BASTA CLICAR LOGO ABAIXO, NO FIM DAS IMAGENS.


FAÇA DOWNLOAD AQUI



Fonte CLICK EDUCATIVO

JOGO PARA DESENVOLVER O NÍVEL SILÁBICO-ALFABÉTICO



As crianças adoram esse jogo sem falar que ele propicia ao aluno silábico-alfabético formular novas hipóteses de escrita para avançar para o nível alfabético.

Material: cartelas de papel cartão com figuras (figuras de revistas e cartilhas velhas) coladas e divididas de acordo com a quantidade de sílabas das figuras;
Sílabas para formar os nomes dessas figuras;
Caixa de sapato encapada com uma abertura na tampa.

Objetivo: Montar o nome das figuras utilizando sílabas.
Número de participantes: Toda turma dividida em grupos.
Procedimentos:
  • Distribuir as cartelas entre os grupos.
  • Um aluno de cada grupo deverá ir até a caixa e tirar uma sílaba.
  • De volta ao grupo, deverão ver se a sílaba faz parte de alguma palavra das cartelas.
  • Se não fizer parte, deverão guardá-la para, no final, trocarem com os outros grupos.
  • Depois de terminarem todas as sílabas da caixa, os grupos deverão negociar as trocas. Exemplo: “Nós temos o pedacinho “ta” e precisamos do pedacinho “lha”, algum grupo quer trocar conosco o “ta””pelo “lha?

Aplicativo gratuito ajuda na alfabetização de crianças e jovens autistas



Com mais de 40 mil downloads registrados, o aplicativo ABC Autismo auxilia muitas crianças e adolescentes autistas com dificuldade no processo de aprendizagem. A ferramenta desenvolvida por pesquisadores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) está disponível na Google Play Store em versão gratuita. O aplicativo adota as premissas do programa Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação (Teacch), criado em 1964, na Universidade da Carolina do Norte (EUA), por ele ser um programa mundialmente utilizado para auxiliar no processo de alfabetização de crianças com o transtorno de desenvolvimento.
Coordenadora do projeto que desenvolveu o aplicativo, Mônica Ximenes explicou que a estrutura do ABC Autismo é baseada em quatro níveis de dificuldade, assim como o programa Teacch. “Os dois primeiros níveis são com habilidades concretas, mas como a gente não podia transpor essas atividades concretas para um aplicativo, a gente pegou atividades dos níveis 3 e 4 do Teacch e transformou em quatro níveis de complexidade no aplicativo.”
No jogo, nos dois primeiros níveis a criança aprende habilidades como transposição e discriminação. A partir do terceiro nível, as atividades ficam mais complexas, exigindo um maior raciocínio por parte do usuário. O quarto e último nível do aplicativo, que está de acordo com o quarto nível do Teacch, aborda a questão do letramento, no qual é ensinado a repartição de sílabas, conhecimento de vogais e formação de palavras.
Mônica relatou que o Teacch trabalha com um ensino estruturado, com aprendizagem mediante sinalização visual. “Quando a criança olha para a tarefa, a própria atividade já indica o que precisa ser feito. Então, isso traz uma autonomia e uma independência para a criança, porque ela não precisa de ajuda para entender a proposta da tarefa, o que ajuda a evitar distrações. A porta de entrada de aprendizagem do autista é visual, por isso, ele precisa de estruturas de aprendizagem apoiadas no modelo visual.”
O aplicativo foi testado na Associação de Amigos Autistas de Alagoas e teve um bom resultado por causa da aceitação dos jovens. Mônica diz que a validação científica será feita com a tese de mestrado de um participante do projeto. “A ideia é verificar se a ferramenta proporciona uma aceleração do aprendizado de algumas habilidades.”
De acordo com a neuropediatra Carla Gikovate, o aprendizado de português de crianças autistas é bem diferenciado, porque há diferentes tipos de dificuldades para crianças autistas para aprender português.“Tem crianças que não alfabetizam porque não conseguem prestar atenção nas letras, outras podem ter dificuldade em memorizar o que aprenderam, outras podem ter dificuldades de grafismo ao fazer a forma das letras. Cada tipo de dificuldade pressupõe uma intervenção diferente.”
Programa permite autonomia no uso
Heitor, de 3 anos, diagnosticado com autismo em junho de 2014, é um dos usuários ativos do jogo. A mãe do menino, Tatiane Regina da Paz, diz que o ABC Autismo ajudou o filho, por exemplo, a ter coordenação para encaixar objetos. “Foi uma grande ajuda, tanto que serve para ele desestressar, além de ser educativo. O aplicativo ajuda muito para prender a atenção dele, ele ficar parado e concentrado por um período razoável.”  Com grau de comprometimento significativo de autismo, os gêmeos Gustavo e Cristiano, de 20 anos, que não foram alfabetizados, dominam as fases apresentadas no jogo.
Segundo a mãe, Maria Helena de Azeredo Roscoe, devido à boa interface da ferramenta, os dois conseguem abrir o game espontaneamente e jogá-lo com bastante autonomia. “Para eles, utilizar o aplicativo é prazeroso porque facilita a compreensão e eles acabam aprendendo coisas de uma forma que, para eles, é mais fácil. O aplicativo desperta o interesse, facilita o aprendizado, tudo com uma certa autonomia.” Maria Helena, que também é diretora-técnica da Associação Brasileira de Autismo, disse que o aplicativo precisaria ter outros níveis de dificuldade. “Para uma aprendizagem mais sólida, eu acho que teria que ter mais conteúdo neste mesmo formato do aplicativo.
Eu acho que tem chance de melhorar mais a aprendizagem de português se forem introduzidos mais módulos no jogo, com graus de dificuldade maiores”, disse. O autismo é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento.
Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com transtornos do espectro autista partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.


Baixar no Google Play

Fonte Correio de Uberlândia

Como elaborar sequências didáticas para alfabetização





Um dos grandes desafios dos professores é como fazer um planejamento capaz de levar a turma a um ano de muita aprendizagem. No livro Ler e Escrever na Escola, o Real, o Possível e o Necessário (128 págs., Ed. Penso, tel. 0800-703- 3444, 46 reais), Delia Lerner diz que "o tempo é um fator de peso na instituição escolar: sempre é escasso em relação à quantidade de conteúdos fixados no programa, nunca é suficiente para comunicar às crianças tudo o que desejaríamos ensinar-lhes em cada ano escolar". E a constatação não poderia ser mais realista. 

Escolher quais conteúdos abordar e de que maneira são questões fundamentais para o sucesso do trabalho que será realizado ao longo do ano. A tarefa é complexa, mas há algumas orientações essenciais que ajudam nesse processo. "Um bom planejamento é aquele que dialoga com o projeto político-pedagógico (PPP) da escola e está atrelado a uma proposta curricular em que há desafios, de forma que exista uma progressão dos alunos de um estado de menor para um de maior conhecimento", orienta Beatriz Gouveia, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá. "Tendo claras as diretrizes anuais, o docente pode desdobrá-las em propostas trimestrais (ou bimestrais) e semanais, organizadas para dar conta do que foi previsto", complementa Ana Lúcia Guedes Pinto, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

Faz-se necessário criar situações didáticas variadas, em que seja possível retomar os conteúdos abordados em diversas oportunidades. Isso pressupõe um planejamento que contenha diferentes modalidades organizativas: projetos didáticos, atividades permanentes e sequências didáticas. 

Confira, a seguir, as respostas a dez perguntas imprescindíveis para planejar e implementar boas sequências didáticas.


Como definir o tema da sequência didática? 

As sequências sempre são parte de um planejamento didático maior, em que você coloca o que espera dos estudantes ao longo do ano. A escolha dos temas de cada proposta não pode ser aleatória. Se, por exemplo, seu objetivo for desenvolver bons leitores, precisa pensar qual desafo em relação à leitura quer apresentar à classe. Com base nele, procure os melhores gêneros textuais para trabalhar. "É preciso organizar as ações de modo que exista uma continuidade de desafos e uma diversidade de atividades", explica Beatriz. Converse com o coordenador pedagógico e com os outros docentes, apresente suas ideias e ouça o que têm a dizer. Essa troca ajudará a preparar um planejamento eficiente. 

2 O que levar em conta na sondagem inicial? 

A sondagem é fundamental a todo o trabalho por ser o momento em que são levantados os conhecimentos da turma. Muitas vezes, os professores acham que perguntar "o que vocês sabem sobre..." é suficiente para ter respostas, mas não é bem assim. Essa etapa inicial já configura uma situação de aprendizagem e precisa ser bem planejada. Em vez da simples pergunta, o melhor é colocar o aluno em contato com a prática. No caso de uma sequência sobre dinossauros, por exemplo, distribua livros, revistas e imagens sobre o tema aos alunos, proponha uma atividade e passe pelos grupos para observar como se saem. Não se preocupe se precisar de mais de uma aula para realizar a primeira sondagem. 

3 Como estabelecer conteúdos e objetivos? 

Conteúdo é o que você vai ensinar e objetivo o que espera que as crianças aprendam. Se, por exemplo, sua proposta for trabalhar com a leitura de contos de aventura, precisa parar e pensar o que especificamente quer que a turma saiba após terminar a sequência. "Pode ser comportamento leitor do gênero, característica da linguagem", exemplifica Beatriz. De nada adianta defnir um conteúdo e enxertar uma série de objetivos desconexos ou criar uma sequência com muitos conteúdos. Como escreve Myriam Nemirovsky no livro O Ensino da Linguagem Escrita (159 págs., Ed. Artmed, 0800-703-3444, edição esgotada), "abranger uma ampla escala de conteúdos e crer que cada um deles gera aprendizagem significa partir da suposição de que é possível conseguir aprendizagem realizando atividades breves e esporádicas. Porém, isso está longe de ser assim". 

4 De que modo atrelar atividades e objetivos? 

Definido o que você vai ensinar e o que quer que a turma aprenda, é hora de pensar nas estratégias que vai usar para chegar aos resultados. Vale detalhar esse "como fazer" nas atividades da sequência, que nada mais são que orientações didáticas. O melhor, nesse momento, é analisar cada um dos conteúdos que se propôs a trabalhar, relembrar seus objetivos e ir desdobrando-os em ações concretas. "Para que a classe conheça as características de determinado gênero, por exemplo, posso pensar em itens como: leituras temáticas, análises de textos de referência, análise de alguns trechos específicos e verificação do que ficou claro para a turma", sugere Beatriz. Cada atividade tem de ser planejada com intencionalidade, tendo os objetivos e conteúdos muito claros e sabendo exatamente aonde quer chegar. 

5 Que critérios usar para encadear as etapas? 

Quando você pensa nas ações de uma sequência didática, já tem na cabeça uma primeira ideia de ordem lógica para colocá-las. Para que essa organização dê resultado, lembre-se de pensar em quais conhecimentos a classe precisa para passar de uma atividade para a seguinte (considerando sempre que os alunos têm necessidades de aprendizagem diversas). Como escreve Myriam, "a sequência didática será constituída por um amplo conjunto de situações com continuidade e relações recíprocas". Quanto mais você sabe sobre a prática, as condições didáticas necessárias à aprendizagem e como se ensina cada conteúdo, mais fácil é para fazer esse planejamento. Se ainda não tiver muita experiência, não se preocupe. Pode fazer uma primeira proposta e ir vendo quais ações têm de ser antecipadas ou postergadas.


Fonte da postagem: (http://acervo.novaescola.org.br/)

Acesse o link abaixo e visite.




Camisetas Universitárias